Quem sou eu

Minha foto
PSICÓLOGA: Atendimento Clínico: CRP04\37454 Contato: 31-84350101\ 31-25144487 - e-mail: diana.pires.psi@gmail.com

segunda-feira

Aos Pais !



"Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar" DALAI LAMA

Acesse os links: 

http://goo.gl/P8pcq
http://goo.gl/FF1c9


PICA



A principal característica da PICA é a preferência em comer substâncias não comestíveis e não nutritivas como: terra, pedra, cabelo, fezes, entre outros. Cada tipo de substância é classificado por um nome diferente, por exemplo; Pagofagia (cabelo), Coprofagia (fezes), Gooberfagia (batatas cruas), Geofagia (terra ou barro), Plumbogia (casca de tinta ou esmalte).
Esse transtorno é mais comum em crianças, mulheres grávidas e pessoas com deficiência mental. Ocorre em crianças entre 1 a 6 anos e pode desaparecer com a idade. As causas específicas ainda são desconhecidas, mas especialistas acreditam que a PICA pode estar relacionada ao descuido entre pais e filhos sendo que as necessidades orais não são satisfeitas. Outra justificativa pode estar relacionada à falta de nutrientes como, por exemplo, o ferro. Além dos comportamentos diferentes de comer coisas estranhas em casa os pais e professores devem estar atentos à escola observando se a criança come lápis, tinta, areia e/ou outras substâncias.
Os critérios para um diagnóstico são:
  • Ingestão de substâncias não nutritivas por um período de pelo menos um mês;
  • Comportamento impróprio em termos evolutivos (ao desenvolvimento do indivíduo);
  • Não deve fazer parte de uma prática cultural;
  • Se o comportamento ocorre exclusivamente durante um transtorno mental.
Os fatores que podem aumentar o risco do desenvolvimento desse transtorno são:
  • Deficiência nutricional: ferro ou zinco;
  • Dieta: pessoas que fazem dieta podem tentar acalmar o desejo de fome ao comer substâncias não comestíveis para obter a satisfação de saciedade;
  • Má nutrição: comum em países subdesenvolvidos, onde as pessoas com PICA comem terra ou barro;
  • Fatores culturais: em famílias, religiões, ou grupos em que comer substâncias não comestíveis é uma prática não aprendida.
  • Deficiência mental
O tratamento da PICA deve ser multiprofissional, incluindo na equipe médicos, psicólogos e nutricionistas. A suplementação nutricional, a orientação alimentar e o tratamento psicológico devem ser combinados, para que se alcancem os melhores resultados. Ainda há muito o que ser estudado sobre esse transtorno que causa prejuízos no desenvolvimento da criança e na saúde da pessoa.


Fonte: Diagnnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4a edição. Porto Alegre: Artes Médicas; 1995
KACHANI, Adriana Trejger  and  CORDAS, Táki Athanássios. Da ópera-bufa ao caos nosológico: pica. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2009, vol.36, n.4, pp. 162-169. ISSN 0101-6083.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832009000400006
APPOLINARIO, José Carlos  and  CLAUDINO, Angélica M. Transtornos alimentares. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2000, vol.22, suppl.2, pp. 28-31. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462000000600008. 


Para saber mais:


quinta-feira

Transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP)


O Transtorno de a compulsão alimentar periódica (TCAP) ou transtorno da compulsão alimentar (TOC) tem com principal característica a compulsão alimentar, que por sua vez, se define por episódios em que uma pessoa come uma enorme quantidade de alimento (chegando a 10.000 calorias de uma vez só) em um curto intervalo de tempo causando a sensação de perda de controle sobre o seu comportamento alimentar. Diferente de outros transtornos alimentares como, por exemplo, a Bulimia, no TCAP não há a  qualquer comportamento de compensação para evitar um possível ganho de peso.
Estudos descrevem um predomínio de TCAP em 2% da população geral e cerca de 30% de obesos que procuram ajuda especializada para o tratamento da obesidade, ou seja, não se limita a uma população obesa, qualquer pessoa pode sofrer desse transtorno.
As principais causas são:
  • Fatores genéticos (história de transtorno alimentar e (ou) outros (transtorno de ansiedade, depressão);
  •  Fatores socioculturais (extrema valorização corporal);
  • A cobrança exagerada para o controle alimentar por parte dos familiares, o controle insistente sobre a dieta, críticas corporais e comparativas;
  • Traços da personalidade e fragilidades emocionais.
A base de diagnóstico para TCAP proposto pelo DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 4º Ed.) exige algumas características, sendo que muitas delas se referem à compulsão alimentar. São elas:
  • Ingestão, em um curto período de tempo de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo tempo;
  • Sentimento de falta de controle (por exemplo, um sentimento de não conseguir parar ou controlar);
  •  Comer muito e rápido demais;
  •  Comer até sentir-se incomodado de tão cheio;
  •  Comer grandes quantidades de alimentos, quando não está fisicamente com fome;
  •  Comer sozinho por vergonha devido à quantidade de alimentos que consome;
  • Sentir raiva de si mesmo, depressão ou culpa após comer exageradamente;
  • Alta angústia relativa à compulsão alimentar;
  • A compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses;
  • Não ocorrem comportamentos de compensação (ex: induzir o vômito, tomar laxantes ou diuréticos).
Os tratamentos com antidepressivos e as psicoterapias combinadas parecem ser mais eficazes. A terapia cognitiva mostra-se eficiente na redução da frequência da compulsão alimentar e no desaparecimento dos sintomas. São observadas também melhoras na autoestima, nas dificuldades interpessoais, no humor e na qualidade de vida, além de um aumento do sentimento subjetivo de bem–estar, porém com sem reduções significativas no peso corporal.
Todo transtorno gera sofrimento. Por isso, é muito importante procurar um tratamento e adquirir uma melhor qualidade de vida e saúde. Não deixe de procurar ajuda!



Fonte: PAPELBAUM, Marcelo  and  APPOLINARIO, José Carlos. Transtorno da compulsão alimentar periódica e transtorno obsessivo-compulsivo: partes de um mesmo espectro?. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2001, vol.23, n.1, pp. 38-40. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462001000100010. 
Diagnnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4a edição. Porto Alegre: Artes Médicas; 1995
AZEVEDO, Alexandre Pinto de; SANTOS, Cimâni Cristina dos  and  FONSECA, Dulcineia Cardoso da. Transtorno da compulsão alimentar periódica. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2004, vol.31, n.4, pp. 170-172. ISSN 0101-6083.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832004000400008. 


Para saber mais: