Quem sou eu

Minha foto
PSICÓLOGA: Atendimento Clínico: CRP04\37454 Contato: 31-84350101\ 31-25144487 - e-mail: diana.pires.psi@gmail.com

quarta-feira

Bulimia

A Bulimia se caracteriza pela preocupação exagerada com o corpo, no caso, em perder peso. A pessoa apresenta um comportamento repetitivo de comer em uma grande quantidade (mais que uma pessoa normal conseguiria no mesmo tempo) e em seguida induz o vômito ou utiliza laxantes, diuréticos, exercícios intensos, jejum e dietas inadequadas. Como na anorexia, a bulimia também ocorre com mais frequência em mulheres entre 18 a 48 anos, mas se torna diferente por envolver grande variação de peso, a destacando que a vontade de comer existe e o transtorno está mais associado à depressão do que a ansiedade.
As causas que levam e esse transtorno não são bem definidas, mas cientistas acreditam que a insatisfação com o próprio corpo e a grande preocupação com a forma física seja uma das principais razões. Além disso, histórico familiar, fatores sociais, e características de personalidade também contribuem. 
Os pensamentos e os fatores psicológicos relacionados à bulimia são:
  • Baixa autoestima;
  • Pensamento do tipo “tudo ou nada”; 
  • Alta ansiedade;
  • Perfeccionismo;
  • Dificuldade de encontrar formas saudáveis de obter prazer e satisfação;
  • Muito críticos;
  • Muito exigentes;
  • Insatisfação constante.
Os principais sintomas além dos episódios de comer muito e depois induzir o vômito e/ou tomar laxantes são:
  • Problemas nos dentes e gengivas;
  • Desidratação;
  • Fadiga;
  • Ressecamento da pele;
  • Alterações na frequência cardíaca;
  • Irregularidade ou perda da menstruação;
  • Gripes e resfriados;
  • Depressão ou oscilações de humor.
Para saber se um conhecido pode estar sofrendo de bulimia fique atento há alguns sinais:
  • Ir para o banheiro logo após as refeições;
  • Usam laxantes e diuréticos com frequência;
  • Come muito, mas não engorda;
  • Problemas dentários;
  • Fala constantemente sobre dietas;
  • Faz exercício durante horas;
  • Preocupação excessiva com o próprio peso.
A terapia cognitiva comportamental mais o tratamento nutricional são muito eficazes e em alguns casos, o uso de antidepressivos ajuda bastante nos resultados.
Os pacientes tentam esconder os sintomas e são resistentes ao tratamento. Portanto é importante observar os comportamentos que são diferentes do normal, tentar da melhor maneira conversar com a pessoa sobre o assunto e procurar a ajuda profissional.
A bulimia e a anorexia ainda são os problemas psicológicos que mais levam á morte.


Fonte: BACALTCHUK, Josué  and  HAY, Phillipa. Tratamento da bulimia nervosa: síntese das evidências. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, n.3, pp. 184-187. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000300012. 

CORDAS, Táki Athanássios. Transtornos alimentares: classificação e diagnóstico. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2004, vol.31, n.4, pp. 154-157. ISSN 0101-6083.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832004000400003.

LEAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.  
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificacao de transtornos mentais e de comportamento da cid-10: casos clinicos de adultos - as varias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 230 p. ISBN 85-7307-330-6



Para saber mais:




terça-feira

Anorexia


Esta é Isabelle Caro, modelo francesa que lutou por muitos anos contra a anorexia. Em 2007 participou de uma campanha polêmica contra a doença em plena semana da moda em Milão e em 2008 lançou seu livro "A menina que não queria engordar" onde relata sua luta contra a doença que se iniciou nos seus 13 anos de idade. Isabelle chegou a pesar entre 25 kg e 33 kg com uma altura de 1,65 m. Infelizmente sua luta contra a anorexia terminou em 2010 quando faleceu. 
Isabelle é apenas um exemplo de tantas outras pessoas que sofrem dessa doença. Seu destaque aqui é por ter se mostrado ao mundo e exposto sua vida para que sirva de exemplo e impeça outras meninas de seguir o mesmo caminho, que muitas vezes não tem volta.
A anorexia é um transtorno alimentar que se caracteriza pela perda de peso induzida e mantida pela pessoa. Ocorre geralmente em garotas adolescentes e mulheres jovens, mas homens jovens também podem desenvolver a anorexia, mesmo que seja em números bem menores. Nas mulheres o ciclo menstrual pode até ser comprometido, ou seja, ela pára de menstruar.
As causas mais evidentes estão relacionadas aos fatores socioculturais (magreza como beleza social), características da personalidade e fatores biológicos.
Para um diagnóstico correto é importante avaliar os seguintes tópicos:
  • O peso do corpo é pelo menos 15% menor do que o normal e esperado;
  • A perda de peso é induzida, havendo uma evitação em comer alimentos que engordam e muitas vezes é seguida de vômitos;
  • Exercícios em excesso e uso de remédios para emagrecer (também os diuréticos e laxantes);
  • Há uma distorção da imagem corporal
  • Pode haver sintomas depressivos ou obsessivos
A cada quilo perdido as pacientes com anorexia dizem aumentar sua autoestima, por isso são resistentes ao tratamento principalmente pelo medo que as mudanças exigidas durante o processo às façam engordar novamente. A doença também causa problemas emocionais, físicos e sociais que dificultam o entendimento delas para com a doença e consequentemente o seu tratamento.
As características psicológicas mais comuns são:
  • Baixa autoestima
  • Sentimento de desesperança
  • Desenvolvimento insatisfatório da identidade
  • Tendência a buscar aprovação externa
  • Extrema sensibilidade a críticas
  • Conflitos relativos aos temas autonomia versus dependência
Pensamentos para justificar o não tratamento como, “sou mais respeitada e recebo mais elogios” ou  “me sinto mais confiante e capaz quando estou magra” são frequentes nas pessoas com esse problema.
Neste sentido, os objetivos da terapia cognitiva são o desenvolvimento gradual, pelo cliente, da habilidade de melhor responder às pressões ambientais desafiadoras e a modificação emocional (e não somente o pensamento negativo) quanto ao comer e à forma e peso do corpo. Como as reações emocionais são as companheiras mais antigas e presentes na vida humana (afetando a memória, o humor e a habilidade em resolver tarefas), sua compreensão e regulação torna-se um dos objetivos mais desejados nesta forma de psicoterapia (Abreu e Roso, 2003).
Mesmo havendo uma grande resistência ao tratamento ainda há esperança que, quando feito, a melhora é significativa.
A família deve ficar atenta às mudanças de comportamento da pessoa e procurar quanto antes à ajuda médica, psicológico e nutricional.


Fonte:  LEAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.  
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificacao de transtornos mentais e de comportamento da cid-10: casos clinicos de adultos - as varias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 230 p. ISBN 85-7307-330-6

KACHANI, Adriana Trejger  and  CORDAS, Táki Athanássios. Anorexia nervosa e retardo mental. J. bras. psiquiatr. [online]. 2011, vol.60, n.1, pp. 57-63. ISSN 0047-2085.  http://dx.doi.org/10.1590/S0047-20852011000100011. 

FERRERO, Andrea. Reflexiones sobre la anorexia. Psicol. estud. [online]. 2009, vol.14, n.1, pp. 47-55. ISSN 1413-7372.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722009000100007. 



Para saber mais:



segunda-feira

Transtornos Alimentares

Os transtornos alimentares são comportamentos alimentares que causam graves prejuízos à saúde de uma pessoa. São perturbações que podem levar ao emagrecimento exagerado ou à obesidade. Quem nunca viu alguém extremamente magrao se recusar a aceitar uma mordida de uma comida deliciosa porque está de regime? Ou quem nunca viu uma pessoa acima do peso que só pensa em comer ou está sempre comendo em grandes quantidades? Cerca de 30%dos adultos obesos sofrem de transtorno de compulsão alimentar. Enquanto alguns buscam o corpo "perfeito" outros utilizam a comida para se sentir bem e esquecer problemas. A visão do alimento, unicamente como fonte de energia e nutrientes tornou-se antiquado quanto à sua importância emocional e social na vida das pessoas. A taxa de mortalidade para portadores de transtornos alimentares é maior do que para qualquer outro transtorno psicológico. 
Os transtornos aparecem geralmente na primeira infância ou na adolescência sendo mais comum em mulheres. Entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento desses transtornos, estão: 
  • Histórico do transtorno na família (filhos de mães com transtornos alimentares têm 50% de chance de desenvolverem algum transtorno psiquiátrico); 
  • Situação familiar, 
  • Características de personalidade (ansioso, impulsivo, dificuldade afetiva, perfeccionista, obsessivo, baixa autoestima);
  • Padrão social pela magreza;
  • Experiência de abuso sexual e traumas.
Entre os transtornos alimentares os principais são: 
  • Anorexia; 
  • Bulimia;
  • Transtorno da  compulsão alimentar periódica (TCAP);
  • Pica;
  • Transtorno obsessivo compulsivo por alimentos.
Características comuns entre esses transtornos são: 
  • Dietas rigorosas, pensamentos recorrentes sobre comida, sobre forma e peso corporais; 
  • Perda de controle sobre a alimentação; 
  • Medo de engordar;
  • Transtornos emocionais (depressão, ansiedade).
Existe uma grande chance do desenvolvimento de outras patologias relacionadas com os transtornos alimentares como, a depressão, a ansiedade e dependência química além de outros transtornos relacionados à personalidade.
O tratamento deve ser multidisciplinar (médico, nutricional e psicológico), para que se possa chegar a um peso mais saudável, diminuir a influência dos fatores psicológicos que mantêm o comportamento e em alguns casos o uso de medicamentos é favorável.
Cada transtorno é definido no blog como também a forma de tratamento na terapia cognitiva.



Fonte: LEAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.  
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificacao de transtornos mentais e de comportamento da cid-10: casos clinicos de adultos - as varias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 230 p. ISBN 85-7307-330-6

APPOLINARIO, José Carlos  and  CLAUDINO, Angélica M. Transtornos alimentares. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2000, vol.22, suppl.2, pp. 28-31. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462000000600008. 

CORDAS, Táki Athanássios. Transtornos alimentares: classificação e diagnóstico. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2004, vol.31, n.4, pp. 154-157. ISSN 0101-6083.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832004000400003. 


Para saber mais: