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quarta-feira

Treinando os Pais

O atendimento terapêutico infantil se torna mais eficaz muitas vezes quando é combinado com o treinamento de pais. O papel dos pais não só ajuda a encontrar a problemática da criança, também promove mudanças significativas no ambiente familiar. Pretende-se mostrar aqui, algumas funções e intervenções que o treinamento de pais gera no bem estar da criança e da família.
1. Os pais são treinados para reforçar os comportamentos desejáveis de seus filhos;
2. Aprendem que a atenção é o maior reforçador de comportamentos adequados de seus filho entendendo quando e como intervir;
3. Tanto os elogios quanto o tempo reservado para brincar diariamente com seus filhos são essenciais para que a criança aumente o comportamento adequado;
4. Aprendem também a diminuir os comportamentos inadequados e indesejados dos seus filhos com a remoção de recompensas e a ignorar as birras e manhãs sem ceder antes do tempo.
5. São orientados sobre os momentos e formas de dar ordens como, o olho no olho baixando na altura da criança para pedir algo usando frases simples e curtas e fazendo com que a criança repita o combinado. Compreendem que é importante sempre dar uma ordem de cada vez, não enchendo a criança de tarefas;
6. Aprendem a identificar as emoções de seus filhos através de formulários apresentados pelo terapeuta, como também a identificar os comportamentos relacionados às essas emoções e as situações ocorridas;
7. Pais aprendem a resolver problemas com seus filhos partindo da emoção que gera o problema e em seguida ajudando a criança a pensar em alternativas de resolver tal situação.
É de extrema importância que os pais estejam dispostos a trabalhar junto ao terapeuta para a melhora da criança em seus comportamentos indesejados se comprometendo a mudança dos hábitos e cooperando nas tarefas indicadas pelo profissional. No início os pais podem encontrar um pouco de dificuldade em ignorar as birras, manter os combinados e encontrar um tempo para as brincadeiras. Porém, o resultado sendo de médio em longo prazo permite uma mudança eficaz e duradoura, compensando todos os esforços feitos no início do tratamento.
Com certeza o treinamento de pais resulta em um ambiente familiar mais harmônico e afetivo com a garantia de um apoio e educação eficientes que interfere positivamente no futuro da criança.




Fonte: CAMINHA, M.G. & CAMINHA, R.M. (2011) Intervenções e Treinamento de Pais na Clínica Infantil. Porto Alegre, Ed. Sinopsys.
 LEAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.
EMIDIO, Lorena Archanjo de Souza; RIBEIRO, Michela Rodrigues  e  FARIA, Ana Karina C. R. de. Terapia infantil e treino de pais em um caso de agressividade1. Rev. bras.ter. comport. cogn. [online]. 2009, vol.11, n.2, pp. 366-385. ISSN 1517-5545.



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terça-feira

Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG)

O Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) se caracteriza pelo excesso de preocupação subjetivamente incontroláveis e causadoras de sofrimento, variando seus sintomas entre disfunções motoras e psíquicas, e também relativas ao corpo (tensão muscular, insônia). A pessoa vive em um estado de ansiedade, independente da situação em que se encontre, sendo também desproporcional ao fato e tendo duração de quase todos os dias em um período de pelo menos seis meses. Entre os sintomas somáticos, relativos ao corpo pode aparecer:

  • Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele; 
  • Fatiga
  • Dificuldade em concentrar-se ou sensações de "branco" na mente
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Perturbação do sono

Qualquer pessoa pode desenvolver o TAG, até crianças. Na maioria dos casos, as pessoas com essa doença afirmam não se lembrar de um período em que não eram ansiosas. Ocorre com um pouco mais de frequência em mulheres que em homens.
Sabe-se que para a teoria cognitiva o pensamento negativo de uma pessoa com TAG é relacionado à natureza, ao perigo e as consequências da preocupação. As crenças negativas se referem ao fato de não controlar a preocupação e o perigo que ela causa, como: sofrimento emocional, bem-estar mental, físico e social. Alguns exemplos de crenças negativas são: "a preocupação é incontrolável", "a preocupação pode me causar perda de controle" e " a preocupação pode me causar uma doença". 
Para a terapia cognitiva ainda há uma ausência de um modelo cognitivo que explique a ocorrência, a persistência e a preocupação incontrolável, características do transtorno. Estudos estão cada vez mais próximos a essas respostas.
O tratamento visa a melhoria da vida cotidiana da pessoa, em alguns casos a medicação e o tratamento terapêutico são mais eficazes quando combinados.
As técnicas cognitivas de tratamento enfocam o desafio às crenças negativas de não controle e às crenças de perigo e preocupação combinadas com técnicas de relaxamento. A terapia também ajuda o paciente a lidar com as ameaças intrusivas de pensamentos ensinando estratégias alternativas aos mesmos. Exemplo: pode pedir a pessoa que responda a uma intrusão de pensamento negativa imaginando um final positivo em vez de catastrófica. 
É importante ressaltar que quando uma pessoa tem TAG é possível que desenvolva depressão e abuso de substâncias. Por isso quando sintomas relacionados aos transtornos forem identificados é importante procurar um especialista.





Fonte: ALLGULANDER, Christer. O que nossos pacientes querem e necessitam saber sobre transtorno de ansiedade generalizada?. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2007, vol.29, n.2, pp. 172-176.  Epub Nov 14, 2006. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462006005000023.
 EAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.  
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais  e de comportamento da cid-10: casos clínicos de adultos - as várias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.




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segunda-feira

Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT)

O transtorno de estresse pós-traumático é um transtorno psicológico classificado dentro dos transtornos da ansiedade. Está relacionado às situações traumáticas que uma pessoa vivenciou e\ou testemunhou em um ou mais eventos que envolveram mortes ou ferimentos graves. Na hora do evento, a pessoa desenvolve intenso medo, impotência ou horror. O evento traumático é persistentemente revivido, havendo recordações e sonhos aflitivos e intrusos. Quando a pessoa se expõe a algum elemento que lembre o trauma há um sofrimento psicológico intenso.
A partir disso, inicia-se um comportamento de esquiva (evitar) aos estímulos associados ao evento traumático: pensamentos, sentimentos e conversas; evita lugares e locais relacionados ao trauma; diminui o interesse de participar de atividades significativas; distanciamento e afastamento do meio social; faixa de afeto restrita; interfere nas crenças e pensamentos sobre si mesmos e o mundo (por exemplo, "coisas ruins acontecem comigo", "o mundo e as pessoas são perigosas") geralmente sendo crenças negativas. A pessoa apresenta também irritabilidade, insônia e dificuldade de concentrar.
Os sintomas podem aparecer logo após o trauma ou tardios, depois de meses do ocorrido, e devem ter a duração de pelo menos um mês.
Estudos desenvolvem modelos cognitivos do TEPT, sendo considerados os aspectos fundamentais do transtorno como também as avaliações excessivamente negativas do trauma , da perturbação da memória sobre o evento, tendo dificuldades de lembrar a ordem dos acontecimentos e o papel das estratégias cognitivas e comportamentais disfuncionais. A terapia vai trabalhar esses processos fundamentais do modelo cognitivo tendo em vista três metas de tratamento: a) reduzir a reexperiência por meio da elaboração da memória do trauma e da discriminação de ativadores; b) modificar avaliações excessivamente negativas; c) abandonar estratégias comportamentais e cognitivas disfuncionais.
A terapia também pode ser associada a tratamento com fármacos ansiolíticos caso necessário.


Fonte: EAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.  
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais  e de comportamento da cid-10: casos clínicos de adultos - as várias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
FIGUEIRA, Ivan  and  MENDLOWICZ, Mauro. Diagnóstico do transtorno de estresse pós-traumático. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2003, vol.25, suppl.1, pp. 12-16. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462003000500004. 

quarta-feira

Quando procurar um psicólogo?


Diante da variedade de situações em que nos deparamos diariamente e que são acompanhadas de pensamentos que parecem ter vida própria, esquecemos de prestar atenção no que nossas vozes nos dizem. O que pensamos sobre nós mesmos? O que pensamos sobre o mundo? E o que pensamos sobre o futuro?
Estamos rodeados de informações e tecnologia, tudo muito rápido e exigente. Criamos um "eu" virtual do jeito que desejamos, nele permanecemos e nele também nos perdemos. Como estão nossas relações sociais, o contato próximo, a espontaneidade e a conquista? Sabemos escolher e esperar? O que nos aflige? O que nos deixa ansiosos? Enfim, que peça falta para a satisfação de ser... mas como eu sou? São questões que passam despercebidas sendo atropeladas pelos inúmeros pensamentos.
Quando uma pessoa tem algum problema reconhecível, patológico e prejudicial procurar a ajuda psicológica, nesses casos, parece fazer sentido. A psicologia clínica oferece suporte para amenizar o sofrimento, a depressão, a ansiedade, os transtornos que possuem "nome e endereço", mas de onde vem tudo isso? O que meus pensamentos e percepções diárias têm em relação a um diagnóstico?
Para a Psicologia Cognitiva, os processos cognitivos são responsáveis por como vemos o mundo, como o interpretamos e como nos comportamos frente a ele. Sabe-se que crenças e pensamentos distorcidos em relação á realidade podem influenciar nos sintomas e patologias.
O que pretendo passar aqui é que a ajuda terapêutica vai além de uma queixa que já se transformou em sofrimento. Procurar um psicólogo também é se conhecer e trilhar um caminho mais seguro, dividir angústias, prestar atenção em si, melhorar as relações que tanto necessitamos, é cuidar do bem estar. 
Experimente fazer todas essas perguntas a si mesmo. Se conheça melhor, preste atenção nos seus pensamentos, pois a maioria são causadores de emoções. 
A psicologia vai além dos sintomas, ela vai à procura da pessoa!



sexta-feira

Cuidados na primeira infância

O trabalho terapêutico infantil vem crescendo nos últimos tempos. O interesse e a produção científica com crianças ultrapassam os problemas patológicos encontrados em jovens antes dos 18 anos. A atenção aqui é falar da importância dos cuidados na primeira infância (antes dos seis anos de idade) como prevenção de futuros problemas.
Várias pesquisas demonstram que a fase inicial da vida tem papel central na formação física, cognitiva e emocional das pessoas. Neste contexto, o papel dos pais é de extrema importância para a futura formação da criança.
Baseando-se no livro: Intervenções e Treinamento de Pais na Clínica Infantil (CAMINHA, M.G. & CAMINHA, R.M. (2011)), existem vários fatores fundamentais para um desenvolvimento saudável na infância como:
  • Apego e vínculo: O apego se define como o comportamento que o bebê realiza no sentido de conseguir os cuidados por parte dos responsáveis resultando em um sentimento de segurança. Conforme esse apego vai sendo respondido, o bebê então começa a criar um laço com as pessoas que atendem às suas necessidades. Por sua vez, o vínculo é um relacionamento emocional e psicológico duradouro que pode ser direcionado há qualquer pessoa. O que nos interessa aqui é o apego, quando há uma carência pode haver problemas na relação social futura da criança. É importante por parte dos pais e cuidadores atuarem de forma sensível e responsável nesta fase do seu filho.
  • Primeiras interações: Neurocientistas descobriram que logo após o nascimento do bebê é de extrema importância o contato com a mãe, pois na hora do parto ela libera uma grande quantidade de oxitocina, hormônio responsável pela redução de estresse e regulação de comportamentos sociais. Sendo importante para a relação mãe e bebê.
  • Dormir: Dificuldades de sono podem sinalizar outros problemas. Sabe-se que durante o sono são produzidos hormônios responsáveis pelas funções de aprendizagem, crescimento e regulação do estado de humor. Nos bebês os estágios e os ciclos dos sonos se desenvolvem completamente entre o quarto e sexto mês normalizando ao longo dos meses. Por causa das dificuldades que os pais encontram nesses períodos, às vezes eles recorrem a técnicas de regular o sono do bebê. Deixar a criança chorar por períodos longos até que durma sozinha é uma técnica que pode prejudicar o apego da criança com seus cuidadores, deixando-a sem o sentimento de segurança e consequentemente  ficando estressada. Outra técnica reconhecida é forçar o bebê a ficar acordado durante o dia para então dormir a noite. Estudos indicam que interromper os estágios de sono pode acarretar em sérios problemas comportamentais e diminuição de massa cerebral. Portanto as intervenções mais adequadas são: criar um ritual antes de colocar o bebê para dormir, fazendo com que ele associe o ritual com a hora de dormir; fazer atividades menos estimulantes durante a noite (para que diferencia o dia da noite); alimentar a criança antes de dormir; evitar fazê-la dormir no colo; quando o bebê acordar durante a noite tentar acalmá-lo antes de alimentá-la, pois pode não ser fome e isso evita que, futuramente a criança satisfaça suas ansiedades nos alimentos.
  • Limites: Limites e regras são essenciais para o funcionamento social do ser humano. Na infância esse termo se inicia quando a criança começa a andar, pois os obstáculos que aparecem em sua frente podem ser perigosos necessitando da intervenção de um adulto. Os limites empenham um importante papel na formação psíquica do sujeito como; capacidade de se expressar, internalização e obediência a regras morais e sociais, lidar com frustrações e controle do comportamento. Permitir demais pode resultar em problemas de conduta, intolerância a frustração e formação de crenças de competitividade e superioridade. A discordância entre os pais sobre os limites pode resultar em desobediência e a criança pode começar a fazer jogo entre os pais para conseguir o que quer. Os limites e regras devem ser colocados de maneira clara, combinada (certificando que a criança esteja prestando atenção), adequada à faixa etária da criança e justificada (o porquê do limite). As consequências da desobediência também devem ser informadas. Distrair as crianças até os dois anos é a melhor saída para aplicar limites, caso ela não entenda o porquê de tal regra. As punições da não obediência também devem ser bem pensadas. Falar em voz alta e com muita expressão facial, evitar punir em público, conversar no mesmo nível da criança (baixando na altura dos olhos dela), mostrar preocupação com a criança (não para mostrar quem manda) e a punição física corporal e sempre' desaconselhada. Quando há uma desobediência insistente recorrer a um profissional é o melhor caminho incluindo o treinamento de pais que é muito eficaz e usual.
  • Alimentação: Proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais, são nutrientes essenciais para a boa formação cerebral e desenvolvimento cognitivo do ser humano. Ter cuidado com o sobrepeso na infância também é importante, evita futuros problemas de saúde e que a criança se torne um adulto obeso. A atividade física e o brincar também ajudam na regulação da alimentação e no crescimento intelectual. 
  • Emoção: Os pais, além de responderem às emoções das crianças, servem de modelos para a aprendizagem de outras emoções. Um dos objetivos do treinamento de pais é ampliar o repertório emocional da criança, flexibilizar as respostas emocionais e auxiliar na interpretação e avaliação emocional. Lidar com as emoções infantis ajuda na solução de conflitos e comportamentos adequados na vida adulta da criança. 
O que se pretende destacar aqui além dos fatores influentes no desenvolvimento infantil é que o papel dos pais é de extrema importância para o reconhecimento das necessidades básicas de um crescimento saudável e são também atuantes na prevenção de futuros problemas na vida da criança quando adultos. O treinamento de pais auxilia na interação entre pais e filhos. O comportamento entre eles podem ser adequados ou não, e isso irá influenciar no repertório social do filho. Pode também ter efeito positivo para ambos em longo prazo, já que se refere a modificações reais no âmbito familiar. A criança pode estar ou não em tratamento terapêutico para que haja o treinamento de pais. Crianças que já apresentam um comportamento inadequado e que recebem cuidados dos pais que são orientados apresentam melhora no comportamento problema. O programa de treinamento de pais está cada vez mais presente em estratégias terapêuticas infantis. Sabe-se que ainda há muito que ser discutido sobre o assunto nas intervenções cognitivas, mas os estudos já feitos comprovam a eficácia do tratamento clínico.

Fonte: CAMINHA, M.G. & CAMINHA, R.M. (2011) Intervenções e Treinamento de Pais na Clínica Infantil. Porto Alegre, Ed. Sinopsys.
 LEAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.

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terça-feira

Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) se define pela presença de obsessões e/ou compulsões identificadas em algum momento do transtorno. Para entender melhor tal conceito é importante saber sobre a obsessão e a compulsão.
A primeira se refere a pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes, persistentes, estereotipados que são experimentados como intrusos e inadequado causando ansiedade e sofrimento. Sujeira, contaminação, dúvidas obsessivas (conferir algo várias vezes) são alguns exemplos de tipos de obsessão. A compulsão se refere a atos, comportamentos compulsivos e repetitivos que a pessoa se sente obrigada a executar em resposta a uma obsessão ou para prevenir algum evento temido (pensamento mágico), ex: acender a apagar a luz várias vezes, pois se não fizer isto, alguém vai morrer.
O transtorno obsessivo-compulsivo é considerado o mais grave das neuroses, podendo resultar em um transtorno depressivo recorrente dependendo da gravidade dos sintomas obsessivos, e também pode desencadear transtornos alimentares, fobias e transtorno do pânico. É igualmente comum em homens e mulheres e sua tendência é que se instale na adolescência, mas pode também aparecer na infância. Uma vez instalado tende a ter evoluções crônicas, podendo se agravar quando o sujeito vive situações de estresse. Não existe uma causa única para esse transtorno, mas há um padrão hereditário 
As pessoas com esse transtorno não sentem prazer em seus pensamentos de execução tentando resistir e ignorá-los, porém sem sucesso. Causam ansiedade, ocupam e consomem tempo causando danos pessoais e sofrimento. A pessoa pode ficar horas lavando as mãos, por medo de contaminação, pode guardar e colecionar muitas coisas em casa, mesmo velhas, acreditando que um dia elas serão úteis, o ciúmes irracional que pode deixar a pessoa por muito tempo pensando em algo dessa natureza, o indivíduo se torna meticuloso nas organizações, como roupas e objetos ocupando muito tempo nos afazeres diários e no trabalho, podendo resultar em prejuízos na vida pessoal, social e profissional.
As intervenções cognitivas no TOC são eficazes por causa da modificação de avaliação e de crenças deficientes, a mudança cognitiva seria uma consequência de mudanças de comportamento compulsivo. Ameaça superestimada, grandeza pessoal, intolerância a incerteza, perfeccionismo e controle de pensamentos são alguns exemplos de crenças consideradas nas obsessões.
As inovações da terapia cognitiva, como a descoberta orientada, a exposição e prevenção de respostas, a avaliações alternativas da obsessão, a reestruturação cognitiva e a experimentação comportamental são ingredientes terapêuticos fundamentais para o tratamento do TOC e para a prevenção de recaídas.

Fonte: ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais  e de comportamento da cid-10: casos clínicos de adultos - as várias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
 LEAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.
ROSARIO-CAMPOS, Maria Conceição do  and  MERCADANTE, Marcos T. Transtorno obsessivo-compulsivo. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2000, vol.22, suppl.2, pp. 16-19. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462000000600005.

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segunda-feira

Fobia Social


A Fobia Social está associada à baixa autoestima, ao medo de críticas e de se expor a outras pessoas levando à evitação de situações sociais (geralmente grupos pequenos) fora do círculo familiar. Nesse caso a fobia social é muito mais do que uma simples timidez ou vergonha. Ela passa a se tornar patológica quando envolve algum prejuízo pessoal como, carência escolar, perda de trabalho, isolamento afetivo, ou seja, tudo que engloba o contato social direto. A pessoa pode apresentar nervosismo, tremores nas mãos, sudorese, dor de barriga, tonteiras, falta de ar e em alguns casos os sintomas podem progredir para um ataque do pânico. Inicia-se frequentemente na adolescência e são igualmente comuns em homens e mulheres.
A ansiedade antecipatória é muito característica dessa fobia, pois há uma preocupação à exposição fazendo com que a pessoa sofra dias antes de determinado acontecimento, como por exemplo:

  • conversar com pessoas importantes;
  • fazer refeições em lugares públicos;
  • realizar exames: Ex.: auto-escola;
  • falar e escrever em público;
  • usar banheiro público.

Além dos prejuízos pessoais a fobia social predispõe o paciente a desenvolver alcoolismo, pois seu efeito ansiolítico faz com que a pessoa consiga se expor socialmente com mais facilidade.
No tratamento recomenda-se o acompanhamento psicológico e em alguns casos a medicação. Quando utilizada, a terapia cognitiva, apresenta uma melhora significativa, inclusive para as recaídas. O treino de habilidades sociais, a avaliação dos pensamentos disfuncionais e sua validade ajudam a pessoa a reduzir os riscos futuros, pois se trata também de uma terapia educativa.

Fonte: ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais  e de comportamento da cid-10: casos clínicos de adultos - as várias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
ITO, Lígia M et al. Terapia cognitivo-comportamental da fobia social. Rev. Bras. Psiquiatr.[online]. 2008, vol.30, suppl.2, pp. s96-s101. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462008000600007. 


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quinta-feira

Fobia Específica

Como o nome já indica, a fobia específica consiste em um medo persistente e repetitivo por situações bem específicas e gera reações de ansiedade. Surge geralmente na infância ou no início da vida a adulta e pode permanecer por décadas se não for tradada. É um pouco mais freqüente nas mulheres e pode provocar desmaios, mau estar, e crises semelhantes a do pânico.
Esse medo pode variar entre determinados animais, altura, trovão, escuridão, espaços fechados, urinar em banheiros públicos, dentistas, comer certos alimentos, sangue, ferimentos e exposição a doenças específicas.
De acordo com a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, (2008), alguns critérios devem ser identificados para um diagnóstico definitivo como: a ansiedade deve estar restrita à presença do objeto e a situação fóbica é evitada sempre que possível.
É interessante ressaltar que para ter alguma fobia a pessoa não necessariamente precisa ter passado por alguma experiência com o objeto fóbico. A fobia específica é um transtorno pouco estudado pelo baixo comprometimento que geralmente representa. Em seu tratamento as medicações não se mostram eficazes e a terapia cognitivo-comportamental se mostra bem adequada e satisfatória nos resultados.
Técnicas de exposição gradual junto com relaxamento, controle dos pensamentos e avaliação da realidade  estão incluídas em um tratamento terapêutico eficiente.

Fonte: ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais  e de comportamento da cid-10: casos clínicos de adultos - as várias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
RAMOS, Renato T.. Fobias específicas: classificação baseada na fisiopatologia. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2007, vol.34, n.4, pp. 196-198. ISSN 0101-6083.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832007000400006.

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terça-feira

Terapia Cognitiva em Belo Horizonte



Acontecerá em Belo Horizonte o I Congresso de Terapias Cognitivas: A Clínica em Foco nos dias 25\10\12 a 27\10\12 na UFMG - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH).

Para mais informações acesse: http://congressodeterapiascognitivas.webnode.com/

Transtorno do Pânico

O Transtorno do Pânico é caracterizado pela presença de ataques de pânico frequentes com intensa ansiedade e são imprevisíveis (podendo ocorrer em qualquer situação a qualquer momento). Os ataques do pânico ocorrem subitamente causando taquicardia, sudorese, sensação de morte ou perda de controle (loucura), sentimentos de irrealidade (despersonalização ou desrealização) e um mal estar muito intenso. Podem ocorrer durante minutos ou mais, sendo sua frequência muito variável.  A pessoa tende a evitar situações em que se sente presa, pois normalmente há uma pressa em sair de locais que causam medo e assim, pode evitar o local experimentado causando fobias irracionais. Os ataques de pânico podem causar medo de ficar sozinho, pois sendo constantes e imprevisíveis a pessoa acredita ter outro ataque até mesmo estando dentro de casa ou em lugares públicos. A Terapia Cognitiva para o transtorno do pânico tem seu enfoque nas cognições catastróficas típicas do transtorno. Ensina-se a pessoa a questionar suas crenças para o que elas são de fato. Técnicas e treinamento de relaxamento são passados ao paciente junto com a exposição a estímulos que provoquem medo levando em consideração o grau e particularidade do caso, sendo que, em alguns desses é necessário combinar a terapia mais medicamento.


FonteLEAHY, Robert L. (org). Terapia cognitiva contemporânea: teoria,pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed, 2010.  
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificacao de transtornos mentais e de comportamento da cid-10: casos clinicos de adultos - as varias faces dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 230 p. ISBN 85-7307-330-6.
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